. espontâneo

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O que fazer durante o espontâneo 

Aos instrumentistas: procurem, determinar uma seqüência lógica de acordes nos quais vocês poderão continuar tocando algo. Vou dar um exemplo:
Vamos supor que a música que vocês acabaram de tocar seja em Sol maior. O que fazer, se no final da música, o ministro quer continuar cantando, algo espontâneo, e você não sabe o que fazer? Existem alguns padrões de seqüência de acordes que sempre encaixam bem. O principal e mais usado é a seqüência: I – IV – I – IV… No caso, se a música é em Sol Maior, isto significa que você tocaria Sol (I) e o quarto acorde da escala de Sol, que é Dó maior (IV). E por aí vai; durante todo o compasso, você permanece num mesmo acorde.
Bem, este é o mais usado de todos. Isto não nos impede de aventurarmos e criarmos outros padrões. O que eu mais gosto é a seqüência ii – iii – IV, ii – iii – IV… Voltando a escala de Sol, seria a segunda nota da escala (lá), só que menor (observe que usei numerais romanos em minúsculo) ou seja, lá menor (ii), a terceira nota da escala menor, neste caso, si menor (iii), e a quarta da escala maior (IV). Neste, eu sempre uso da seguinte forma: se o compasso é de quatro tempos, você toca durante dois tempos o ii, durante dois tempos o iii, e o compasso seguinte todo você toca o acorde IV (os quatro tempos. Quando o compasso terminar, você volta no início da seqüência).  Outras sugestões são: vi,V – IV; ou I – iv (menor), etc…  Bem, você pode aventurar daí para frente. São apenas algumas sugestões.  

ATENÇÃO MINISTROS: eu gostaria de sugerir uma última coisa. A igreja muitas das vezes precisa ser ENSINADA. Ela acha que esta ‘coisa’ de espontâneo é só pra quem trabalha com música. Você não pode simplesmente chegar e cantar algo que elas nunca ouviram e esperar que as pessoas cantem também. ENSINE, ENSINE. ENSINE! Explique o porquê das coisas. LEIA VERSÍCULOS que falam sobre cantar um novo cântico ao Senhor. Seja paciente com eles. Vá devagar, não comece com uma hora de espontâneo! Talvez você consiga fazer isto algum dia, quando toda a igreja estiver acostumada! Mas, enquanto isto, vá aos poucos; poucos minutos todos os cultos!!!  E faça isto nos ensaios de seu grupo! Um grupo que não tem seus momentos de adoração antes de ministrar à igreja, não é um grupo APTO para estar no altar de Deus!
O louvor não é uma experiência! É UMA VIVÊNCIA! Viva o que você canta! Viva o que você diz! 
 

A serviço do Rei, olhando para o alto
Raquel Emerick
http://www.ministerioalem.com

. dicas aos cantores

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[louvor & adoração] 

Super dicas aos cantores  

“Cante com o diafragma” 
Todo mundo que tentou aprender alguma coisa de técnica vocal já deve ter ouvido essa frase antes. A fim de esclarecer algumas concepções incorretas, decidi escrever esse artigo baseado no que eu li por aí.  De qualquer forma, é altamente recomendável fazer aulas de canto!  
A primeira coisa que precisamos é de ar. Devido aos nossos hábitos cotidianos, acabamos aprendendo a respirar estufando o peito, ou a respiração torácica, que é descontrolada, gera tensão no pescoço e, se cantarmos usando ela, certamente você ficará rouco depois de uns 15 min de canto…  

1. RESPIRAÇÃO  
A maneira correta de se respirar é usando a respiração funda, enchendo desde a base dos pulmões até o “topo”, usando os músculos abdominais, intercostais e o diafragma. Para praticar essa respiração, se espreguice algumas vezes, deite na cama ou no chão, ponha a mão sobre a barriga e respire de modo que sua barriga suba e desça. Não tente fazê-la subir e descer, deixe que o movimento venha bem de dentro. Não estufe o peito, não faça barulho quando inspirar e nem levante os ombros, e tente não tensionar os músculos do pescoço. Se você sentir que está precisando fazer muita força, ande um pouco e movimente as pernas para relaxar os músculos abdominais. Se eles estiverem tensos, o diafragma não consegue contrair e você perde o “apoio” para o canto. Pratique isso diariamente. O resultado deve ser uma respiração leve, profunda e que pode ser feita com pouco esforço.  Um bom exercício para treinar o diafragma é respirar dessa forma e soltar o ar bem devagar fazendo som de ssssssssssss… Não tensione a garganta nem os músculos faciais quando fizer isso. Seu objetivo deve ser conseguir sustentar o sssss… por pelo menos 30s, o ideal conseguir sustentar por cerca de 60s sem nenhuma falha na intensidade da saída do ar. Obviamente, leva-se muito tempo para conseguir isso.  

2. APOIO
Toda vez que você altera o volume, tom ou vogal em que está cantando, a pressão do ar precisa se alterar também. Isso pode parecer um pouco complicado, e é. Felizmente, nós nascemos com reflexos que controlam essas funções perfeitamente.  Entretanto, a maioria das pessoas não confia nos seus reflexos e usa os músculos abdominais para enviar mais ar as pregas vocais do que o necessário (em outras palavras, forçar a voz), especialmente quando cantam mais alto ou mais agudo. Para reter a pressão excessiva de ar, a garganta “fecha”, a laringe sobe, as pregas vocais acabam se chocando umas com as outras e o resultado é uma nota de som fraco, desafinada, sem contar que ao fim do dia você estará com a voz rouca.  Quando você inspira corretamente, o seu abdômen é projetado à frente e aplica uma pressão, tentando relaxar novamente. O diafragma deve, então, continuar pressionado o abdômen. Quando relaxado, o ar sai dos pulmões e faz a vibrar as pregas vocais.  Então, o termo “apoio” ou “suporte” em relação ao canto significa que o diafragma está livre para controlar a pressão do ar enviada às pregas vocais.  Para entender melhor o apoio, pense numa mola. Quando você inspira, você comprime uma mola (suas paredes abdominais) que tenta voltar a sua posição normal. Para que isso ocorra, tudo o que você tem que fazer e soltar a mola. O papel do diafragma é controlar a velocidade em que a “mola” volta ao seu estado normal, controlando assim o fluxo de ar. Forçar a voz é nada mais que forçar a “mola” (a saída do ar dos pulmões) a voltar mais rápido à sua posição de descanso que o necessário.  Não tente sentir seu diafragma diretamente. Ele não tem terminações nervosas que permita a você senti-lo. O mesmo vale aos músculos da laringe que controlam o volume e o tom da voz  Para praticar o apoio, respire fundo e cante escalas numa vogal que te agrade (a, e, i, o, u, …) e procure não forçar a garganta para subir o tom (procure manter os músculos faciais, o maxilar e a língua relaxados o tempo todo). Se você não força a garganta, o diafragma é obrigado a reduzir a pressão do ar e trabalhar junto com a laringe, mantendo a garganta relaxada o tempo todo. Não se preocupe com o som, deixe a voz soar fraca, tremida, engasgar, …, apenas procure não forçar a garganta. Quando você conseguir fazer isso corretamente (você deverá estar observando também a presença do vibratto natural na sua voz), suba o volume gradativamente, sem forçar a garganta.  Com o passar o tempo, com a prática correta dos vocalizes, você poderá espandir seu alcance (conseguirá cantar notas mais agudas), sua voz ficará melhor (timbre) e você será capaz de até mesmo gritar sem forçar demais a voz..  
por Toddynho

. mais dicas para a equipe de louvor

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[louvor & Adoração] 

Super dicas aos músicos 

1- O músico precisa aprender a se “mixar” no grupo, aprender a ouvir os outros instrumentos, afinal, é um conjunto musical.  

2- Todo músico deve treinar prática de conjunto se quiser amadurecer mais rapidamente. 

3- A teoria musical é fundamentalmente necessária, mas entre a teoria e a prática há uma distância que poucos querem percorrer. 

4- “Um bom médico não é aquele que receita um remédio sem saber o que está fazendo. Um bom músico não é aquele que toca sem saber o que faz”. 

5- Autodidata – Há um engano no uso deste termo, pois há muitos analfabetos musicais dizendo-se autodidatas (uma desculpa para a preguiça), autodidata é aquele que estuda sem um professor, mas estuda. 

6- Uns falam antes de tocar algo, outros tocam antes de falar algo. Eis a diferença entre “músicos” e músicos. 

7- O músico deve aprender a conduzir uma música como ela é e não como ele acha que deve ser. Isto é maturidade. 

8- Há músicas em que o metrônomo só serve para o primeiro compasso, porque necessitam de uma interpretação flexível. 

9- A pulsação rítmica bem como o andamento são para serem sentidos e não ouvidos. Este princípio é para todos, mas fundamental para bateristas e percursionistas. 

10- Acompanhar um cântico é antes de tudo uma prática de humildade e sensibilidade. Nas igrejas, geralmente, os músicos querem mostrar toda a sua técnica em hora errada. O correto é usar poucas notas, não saturar a harmonia, inserir frases nos espaços melódicos apenas, e o baterista conduzir. Ou seja, economize informações musicais! 

11- Há uma tendência atual de supervalorizar a velocidade do músico, quantas notas ele executa por tempo. Velocidade não é sinônimo de bom músico. O bom músico é aquele que tem a sensibilidade de fazer a coisa certa na hora certa. A velocidade é uma consequência. 

12- A técnica deve ser estudada e sempre aprimorada, mas lembre-se de que é um meio de facilitar a execução da música e não um meio de exibicionismo. 

13- Uma boa maneira de aprimorar a interpretação é aprender primeiro a se ouvir, depois executar. Tem gente que canta e toca e não sabe o que está fazendo; acostume então a gravar o que é executado e seja autocrítico, estude, grave e ouça o que estudou; com o tempo você encontrará a forma ideal para a sua execução. 

14- Lembre-se: pausa também é música, portanto, “não sole na pausa”. 

15- A música possui três elementos básicos: harmonia, melodia e ritmo. Procure distribuir os instrumentos musicais no arranjo conforme estes elementos. Há instrumentos harmônicos e melódicos, há somente melódicos, há rítmicos e instrumentos que fazem os três, mas defina no ensaio ou arranjo, quais serão os devidos “papéis” para cada instrumento. 

16- A escolha do tom de uma música depende do canto; este deve ser dentro da tessitura vocal e confortável para ela. Mesmo que o tom escolhido não seja o mais confortável para o instrumentista ele deve executá-lo. Outra observação é que o tom pode influenciar na soronidade da música vocal com acompanhamento. O problema é que muitos confundem. Na música instrumental, a técnica e a expressão são mais exigidos porque as notas devem transmitir algo. Na música onde há o canto, a ênfase é para a mensagem, portanto, não deve ser interferida por outros elementos. 

17- Versatilidade – Procure ser o mais possível. Saiba ouvir vários estilos, do erudito ao moderno, ouça com ouvido crítico e analítico. Saiba ouvir. Extraia coisas boas de cada estilo. Outro detalhe, é o músico não ficar “preso” somente ao seu instrumento, saiba apreciar a forma de execução como sonoridade e fraseado de outros instrumentos.  

Deus abençoe a todos
Ronaldo Bezerra

. menos é mais

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[louvor&adoração]

Menos é mais

Desde que comecei a tocar em uma equipe de louvor, percebi que nem tudo o que eu tocava era bom. E olha que eu tentava aplicar tudo o que sabia, como encaixar “aquele acorde” que havia aprendido naquela semana em praticamente todas as músicas. Era como se houvesse muito glacê para pouco bolo. Mas o que estava dando errado? Tenho certeza de que eu tentava dar o melhor de minha música para Deus. Mas o que define o que é “o melhor”? Quanto mais dissonante e repleta de extensões for a harmonia, e quanto mais “quebradeira” e contra-tempos tiver um arranjo, mais rica esta música será, certo? Nem sempre.

Simplicidade sem mediocridade
Com o tempo e conselhos de músicos mais experientes, notei que uma boa música era aquela em que todos na banda encontravam seu lugar, como se pudessem falar e ser respondidos, fazendo assim com que a música respirasse. O grande desafio aqui é o de dar para cada instrumento que compõe sua equipe algo distinto e simples para tocar (ou não tocar). No final, avalie se o arranjo permite que todos estejam sendo ouvidos, respeitando sempre a dinâmica da música, sendo esta intensa ou não.
É importante ter como referência, por exemplo, um arranjo feito para orquestra. A maioria das pessoas acha uma grade algo muito intrigante e complexo, mas se você escutar cada instrumento individualmente, vai perceber que alguns deles tocam somente algumas notas durante uma peça de dez minutos. Cada um tem seu momento de aparecer ou de compor um naipe. No final, você escuta algo rico e muito claro.

Por que simplificar?
Cada vez que escuto um arranjo de alguma música que faz sucesso percebo que ela é mais simples do que o que eu teria feito. Melodias nas pontes que soam como assinaturas, acordes abertos e puros com ritmos previsíveis. Simplificar uma música, além de dar a ela uma identidade, é torná-la acessível ao público. Uma melodia que possa ser assobiada por qualquer um, é uma música acessível. Isso também facilita ao ser reproduzida por uma banda. Acordes fáceis colocados no lugar certo, baixo tocado com um bumbo acentuando a levada, tonalidade acessível para a maioria dos cantores… Ah, os cantores! Enfim, uma música simples é uma música que não chama atenção para si mesma e permite que as pessoas atentem para o que realmente é importante. No caso da Igreja, a adoração a Jesus.

Músicos experientes x músicos iniciantes
O conhecimento musical, como já disse antes, não é o único responsável por uma boa música, mas saber aplicá-lo sim. E este amadurecimento leva tempo. Em uma equipe de louvor procure providenciar uma boa estrutura para todos os músicos, experientes ou iniciantes, tais como cifras, partituras, ensaios, gravações das músicas que serão tocadas no culto etc. Alguns músicos têm mais facilidade lendo, outros tirando uma música de ouvido. Procure nivelar sua equipe pelo básico. Nem muito profissional, nem muito amador, respeitando a fase de amadurecimento musical em que cada integrante se encontra, mas deixando claro onde você quer que ele chegue, estimulando e encorajando-o.

A importância do ensaio
Há pessoas que acreditam que o ensaio prejudica a espontaneidade do período da adoração, tornando-o algo frio e mecânica. Mas, ao contrário disso, a prática do ensaio não só promove a união entre os músicos envolvidos, como também cria um ambiente de aprendizado mútuo e proporciona mais segurança na execução das músicas. O que gera mais liberdade e espontaneidade no período da adoração, dando para o músico condições de se expressar melhor, sabendo qual o seu papel. Particularmente, vejo o ensaio como um passo prático de adoração a Deus, entregando a Ele um período de adoração com preparo, dedicação e excelência.

Dinâmicas para improvisação
O que fazer durante um período instrumental no louvor? Ou o que tocar quando o dirigente simplesmente aponta para você executar um solo durante uma ponte ou o refrão da música? Improvisação é a arte de expressar algo espontâneo, inspirado no momento, algo singular. Improvisação também é algo para ser praticado durante os ensaios, pois requer conhecimentos mínimos de escalas, harmonias e estilos, além de amadurecimento musical. Músicos que já improvisam com facilidade costumam tocar séries intermináveis de arpejos seguidos de escalas cromáticas e diatônicas, ascendentes ou descendentes, e o mais rápido possível.

O alvo aqui seria o de, com uma ou poucas notas, expressar um sentimento tão profundo quanto o de uma escala formada por um grupo de semi-fusas. Lembre-se: MENOS É MAIS. A atenção não deve estar focada no solo, mas no inspirador dele. Afinal, quem tem sido sua inspiração musical? Procure observar o que o Pai está fazendo naquele momento, e traduzir isto em notas. Não tenha medo de errar, arrisque! Se você sente que Deus está ministrando para seu povo sobre misericórdia, com fé, toque arrependimento. Enfim, improvisar também é entoar um cântico novo. Miles Davis, um dos maiores gênios do jazz, uma vez disse: “Eu já sei tocar todas as notas, agora num solo procuro a ausência delas”.

Como harmonizar as vozes
Ah, finalmente os cantores. O grupo mais importante dentro da equipe de louvor, e ainda assim o grupo de menor preparo musical na maioria das igrejas (afinal, todo mundo sabe cantar, certo?) Não posso deixar de enfatizar o quanto é importante que as pessoas que se propõem a cantar na equipe de louvor busquem treinamento técnico nesta área. A voz é o instrumento mais complexo e mais perfeito que existe. Necessita de muito cuidado e preparo.

O estudo técnico da voz ajuda na pronúncia ou articulação das palavras como também na respiração, dinâmica e afinação da voz, além de dar embasamento prático e teórico para harmonização vocal. Harmonização vocal é a adição de uma ou mais vozes diferentes da melodia, baseadas na harmonia ou acordes de uma música. Sempre que um arranjo vocal for feito, procure respeitar a dinâmica natural da música. Portanto, onde houver mais tensão, geralmente no refrão, acrescente vozes à melodia, enchendo o arranjo com mais harmonia. Porém, onde a música não pedir tensão, geralmente nas estrofes, deixe a melodia sozinha, com menos harmonia.

Se você está montando um backing vocal (e não um coral), as vozes que o compõem o podem ser simples. No coral você pode ter várias vozes por naipe. Por exemplo: 4 tenores, 4 baixos, 4 contraltos e 5 sopranos. No backing vocal é suficiente ter 1 contralto, 1 tenor e uma voz masculina ou feminina cantando a melodia, como que um reforço nos momentos de maior tensão apoiando o solista ou dirigente.

Ensaie sempre, tire todas as dúvidas que aparecerem durante o ensaio. Não menospreze a sua parte no vocal, por menor que ela seja. Procure pensar no arranjo como um todo, e não apenas a sua parte microscopicamente. O mais importante é que quando você estiver cantando, sua função é a de adoração para que as pessoas possam te seguir sem distrações. Este não deve ser um momento de performance vocal, mas de apontar para Jesus.  

fonte: Paulo Lira [www.vineyardmusic.com.br]

. dicas para ministros de louvor

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[louvor&adoração]

Aos dirigentes de louvor 

1- Conheça bem os arranjos e os cânticos ensaiados.  

2- Estabeleça alguns sinais para mostrar a parte do cântico que você quer cantar, subida de tom, entre outras coisas. 

3- Dirija a igreja, mas também os músicos. Muitos grupos musicais ficam perdidos com a falta de direção de alguns dirigentes; não sabem se voltam à 1ª estrófe, se entram no côro, etc. 

4- Procurem falar somente o necessário. Não se esqueça que, de repente, já foi escalado um pregador para a reunião. O ministério é de música e a linguagem principal é a cantada e não a falada. Alguns dirigentes falam demais e se esqueçem de ministrar cantando. 

5- Estude música, principalmente o canto. Muitas vezes a congregação “suporta” em amor a falta de técnica e afinação mínima de alguns dirigentes de louvor. 

6- Seja livre e não formal. Quando errar, encare com naturalidade, porque apesar de estar na frente da congregação, você está ministrando diante de Deus e para Ele. Ele sabe como e quem somos. 

7- Estude e viva a Palavra continuamente, para que Ela esteja sempre nos seus lábios. A boca fala do que está cheio o coração. 

8- Permita que os músicos instrumentistas profetizem também. Dê espaço para que isso ocorra, seja sensível ao Espírito Santo. 

9- Antes de exigir que a congregação tenha uma postura de adoração no louvor, veja se sua vida é referencial nessa adoração, queira ou não, você como dirigente é um referencial. A adoração é contagiada e não somente ensinada. 

10- O fluir deve começar primeiramente quando você estiver a sós com Deus (no seu quarto), não espere fluir só no púlpito. Você fluirá lá em cima (púlpito) a medida que fluir em baixo (no quarto).  

Deus abençoe a todos
fonte: Ronaldo Bezerra

. equipe de louvor

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[louvor&adoração]
 

Louvor mal feito

Por que vemos na Igreja de hoje louvor tão mal-feito? Por que os músicos do mundo são melhores do que a maioria dos músicos da igreja? Por que não temos qualidade nas músicas da igreja?

Bem, algumas questões como esta me deixam por vezes chateada ao ver em nossas igrejas, músicas mal ensaiadas, orquestras desafinadas, instrumentos mal tocados, sem contar ministros mal preparados espiritualmente falando, não levando as coisas a sério! Graças a Deus o Senhor tem restaurado o Altar de Sua Igreja quanto à postura do adorador, e muitas pessoas têm sido acordadas pelo Santo Espírito para se consagrarem e separarem a Deus!

Mas e quanto ao lado técnico? Será que podemos simplesmente orar, e não precisa ensaiar tanto, já que existe a unção de Deus? É triste ver como pessoas entram no louvor da Casa do Senhor, simplesmente achando que já sabem tudo. Às vezes, é até pior. Só porque sabem alguns poucos tons no violão, alguns acordes do teclado, ou um pouquinho de flauta, sax, ou o que seja, já começam a tocar, e acabam parando de estudar! Será que Deus aceita isso? Por que os músicos do mundo ensaiam infinitas horas?

Estes dias, eu estava meditando na Palavra de Deus e li algo que entra neste assunto de excelência! A Bíblia conta sobre como a rainha de Sabá se sentiu quando viu a excelência do trabalho do rei Salomão. Se você examinar o texto de II Cr. 9:1-8, você vai ver. Leia isto:

“Vendo, pois, a rainha de Sabá a sabedoria de Salomão, e a casa que edificara; e as iguarias de sua mesa, o assentar dos seus servos, o estar dos seus criados, e as vestes deles; e os seus copeiros, e as vestes deles; e a sua subida pela qual ele chegava à casa do Senhor, ela ficou como fora de si…”

O que a rainha de Sabá viu, a fez elogiar o rei Salomão. A palavra diz que ela ficou como fora de si. Mas muito mais importante do que isto, sua excelência fez com que ela louvasse a Deus, adorasse ao Senhor por tudo aquilo que ela tinha visto: “Bendito seja o Senhor, teu Deus, que se agradou de ti para te colocar no seu trono como rei para o Senhor teu Deus.” (v. 8). Ela exaltou a Deus: “Bendito seja o Senhor”.

Temos que buscar excelência em tudo o que fazemos para o Senhor! Ele merece o melhor de nós. Não é porque queremos impressiona-lo. Nem mesmo o melhor cantor ou instrumentista jamais poderia impressiona-lo! Ele tem em frente de Si corais de anjos, melodias lindíssimas e incomparáveis! Mas quando damos a Ele o melhor que podemos fazer, isto mostra que nosso coração sente vontade de oferecer sacrifícios de louvor, de dar a Ele algo que nos custe; mostra a gratidão de nossos corações, e espelha na verdade uma característica de Jesus: EXCELÊNCIA!

Espero que possa ter lhe ajudado em alguma coisa. Que você disponha seu coração a fazer o melhor para nosso Amado!A serviço do Rei, olhando para o alto
Raquel Emerick

. dicas para um bom ensaio vocal

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[louvor&adoração]

10 dicas para um bom ensaio vocal

O ensaio deve fazer parte da rotina de todo ministério de música. Algumas pessoas têm uma visão fantasiosa a respeito dos músicos de sucesso supervalorizando a questão da INSPIRAÇÃO. Mas qualquer músico que se esforça para oferecer o melhor em seu ministério sabe que inspiração é importante, mas TRANSPIRAÇÃO é fundamental.

O ensaio é a hora da transpiração, de dedicar tempo e atenção para que a música na casa de Deus seja feita com qualidade. Já ouvi muitos comentários do tipo: “Nós ensaiamos tanto mas nada dá certo!” Talvez o ensaio não esteja sendo feito de forma eficaz e foi pensando nisto que resolvi indicar alguns caminhos para que você chegue no ponto que deseja. Vamos juntos!

1. REGULARIDADE
Procure fazer ensaios constantes, no mínimo uma vez por semana, isto é importante para integração musical e comunhão do grupo.

2. TEMPO
Uma duração ideal para um bom ensaio deve ser em torno de duas horas. É difícil conseguir resultados reais em menos tempo, se você quiser fazer um ensaio mais longo dê um pequeno intervalo para água e descanso, precisamos lembrar que a voz é um instrumento delicado.

3. PRESENÇA
A presença no ensaio deve se tornar obrigatória, não é justo que o grupo todo ensaie e no momento da ministração seja prejudicado por um “penetra” não é ?

4. ESTRUTURA
É importante ter um local específico para ensaio, um lugar quieto onde o grupo possa ter um pouco de privacidade. O ensaio vocal deve ser sempre acompanhado por um instrumento harmônico ( teclado, piano, violão, guitarra) que garanta a afinação do grupo.

5. ORAÇÃO
É verdade que ensaio é ensaio, não é hora de estudo bíblico e nem de orações sem fim, mas é importante orar no início do ensaio. Quando estamos trabalhando na obra muitas lutas se levantam precisamos lembrar que não é contra carne nem sangue que devemos guerrear. Efésios 6:10-18.

6. AQUECIMENTO
Pense na voz como parte de seu organismo. Quando você abre os olhos de manhã, logo pula da cama e sai correndo pelo quarteirão para se exercitar??? Claro que não! Da mesma forma a voz precisa se espreguiçar, precisa acordar, precisa aquecer. Exercícios de relaxamento, de respiração e alguns vocalizes tem esta função na técnica vocal. O grupo, ou alguém do grupo, precisa investir em uma boa aula de técnica vocal.

7. MATERIAL VISUAL
Todo material escrito ajuda na memorização. Se souber escreva os arranjos, se não souber, registre ao menos a letra e acordes do cântico e distribua cópias. Peça que as pessoas anotem o que está sendo combinado: onde abrir voz, variações de dinâmica, repetições, etc.

8. MATERIAL AUDITIVO
Se você vai ensaiar músicas já registradas em Cd leve a gravação para que todos ouçam o arranjo original. O desenvolvimento da percepção musical é imprescindível para o bom cantor.

9. ORGANIZAÇÃO
O ensaio precisa ter direcionamento, é bom que o repertório e o roteiro do ensaio estejam pré-definidos. A equipe deve ser agrupada com alguma lógica: homens e mulheres, por naipes (sopranos, contralto, tenor, baixo), ou da maneira que você achar melhor, mas faça desta divisão algo automático na cabeça do grupo.

10. PERSEVERANÇA
Tenha paciência e não desista. Medite em II Pedro 1: 5-8. O ensaio é uma semeadura, nem sempre colhemos os frutos instantaneamente, mas o nosso trabalho não é vão no Senhor!!!

Mirella de Barros Antunes, é Professora de prática vocal, teoria e percepção da ESTM