
. sobre cachês e outras coisas mais
Agosto 20, 2007
[cachês e outras coisas mais]
Primeiramente queria esclarecer que o organizador desse evento não sou eu, não tenho contato nem conhecimento dessa pessoa. Tenho um amigo que é conhecido e confirmou a história. Quero ser imparcial nesse assunto específico ocorrido entre Torquato e Diante do Trono. Mas quero salientar que muitos ministérios atualmente têm se promovido através do “gospel”. Ganhando milhões às custas de gente humilde. Pagar R$ 30,00 para ser ministrado pelo Senhor!!??? Se o ministério, como muitos “santos” dizem, é só um canal para o mover do Senhor, por que cobrar para que esse mover chegue até eu e você? A palavra é clara… “de graça recebestes, de graça daí…” Agora aquele papo de que os integrantes do ministério tem que comer, eles não trabalham, vivem do Reino, para mim não cola. Até creio nisso e sei que existe ministério que vive realmente do Reino, mas não cobram 10 mil, 12 mil, 20, 40, 50 mil para ministrarem. Prefiro organizar um evento com o Jota Quest, ou Djavan, e depois da apresentação deles manda vê na palavra e apelo de salvação. O dinheiro é muito melhor investido, do que em “ministros” que “servem” ao “reino”. Já trouxe ministros de SP para ministrar em minha igreja que é pequena, a oferta foi tirada no dia, na faixa de R$ 300,00. Ficaram em casa de pastor, irmãos da igreja, e não reclamaram, tanto que voltaram mais 4 vezes aqui. Hoje temos condições de deixa-los mais a vontade num hotel, a oferta tem sido abençoadora, e isso é Reino. Agora um “ministério” (que por sinal significa serviço) deixar de abençoar por caprichos, dinheiro, isso é absurdo. Pra mim só tem uma explicação do porque de tudo isso… Dinheiro. Quando o dinheiro sobe na cabeça, e então queremos esbanjar a comprar carros milionários, mansões, adquirir riquezas e mais riquezas, isso só nos faz querer mais e mais. Mas voltando ao assunto de Joinville…
Como disse, quero ser imparcial, e pra isso coloca a disposição de vocês a resposta do DT para as “denúncias”.
[resposta DT]
AGOSTO Comunicado sobre Joinville
É com grande tristeza que nos pronunciamos a respeito do evento Shaback, que aconteceria em Joinville nos dias 10,11 e 12 de agosto. Conforme anunciado, inclusive confirmado em nosso site, o Ministério de Louvor Diante do Trono estaria presente para ministrar. Entretanto, devido a uma série de acontecimentos da responsabilidade dos organizadores do Shaback, se tornou completamente inviável o deslocamento dos integrantes do DT para Joinville, o que acarretou no cancelamento da nossa participação.
É a primeira vez em dez anos que isso acontece e ficamos extremamente tristes. Quando cancelamos a nossa ida não quisemos detalhar todos os motivos em nosso site, a fim de não expor e preservar a imagem dos organizadores. Entretanto, cremos que nesse momento cabe uma resposta, já que foi colocado no site do evento um Comunicado Oficial.
A nossa intenção nesse comunicado não é polemizar o assunto, nos justificar ou buscar culpados. Queremos somente esclarecer os pontos colocados pelo Torquato Maia, como está feito abaixo, respondendo a cada tópico colocado por ele em seu próprio site.
1) Cachê
Não sabemos os valores que os ministérios cobram. Isso é algo particular de cada um e não nos achamos no direito de saber ou divulgar isso. Realmente o DT não cobra cachê para qualquer ministração, conforme está escrito em nosso site. Entretanto, no caso de eventos em que há cobrança de ingresso com um valor além do simbólico há uma alteração nesse ponto contratual. Cremos que muitas pessoas realizam eventos para abençoar uma cidade, região. Louvamos a Deus por pessoas que tem esse coração e encorajamos essa postura. Porém existe outros que realizam eventos para abençoar e também gerar receita, ou seja, ter lucro. Não condenamos de forma alguma essa postura. Ter lucro não é errado. Mas nesse caso (depois de pagas todas as despesas geradas pelo evento) consideramos que também é justo haver uma remuneração do ministério, que é estipulada em 20% do lucro. O valor citado pelo Torquato Maia é uma projeção do quanto seria essa remuneração, tomando por base se todos os ingressos fossem vendidos e todas as despesas pagas. Se não houvesse lucro, o DT não receberia nada. Gostaríamos de ressaltar que inclusive muitas vezes já pagamos despesas de eventos para honrar os compromissos que os produtores não conseguiram arcar. Em Florianópolis, onde estivemos no início do ano, tivemos que pagar alguns serviços de um fornecedor que foi contrato pelo organizador. Não era nossa responsabilidade ou obrigação, mas o fizemos para não deixar de ministrar às pessoas que estavam ali.
2) Exigências
Nós utilizamos o termo “melhor categoria da cidade” quando o evento acontece no interior, onde realmente há poucas opções de hospedagem. Em capitais não há essa menção, somente uma averiguação prévia para evitar transtornos que podem acontecer e que já aconteceram. Sobre os carregadores realmente solicitamos 15. Esse número pode parecer ser muito, mas todos eles são completamente necessários devido à quantidade de equipamentos que são levados de BH para a cidade de destino. Somados, são mais ou menos 600 kg! Contratar carregadores na cidade sai muito mais em conta do que viajar com eles de Belo Horizonte. Sobre a contratação dos 45 seguranças não é verdade. Instituímos que no mínimo haja 45 seguranças no local do evento, não para exclusividade do grupo. Isso serve para a segurança de todas as pessoas presentes, inclusive para quem paga o ingresso. Um evento sem pessoal especializado é um risco para todos. E esse risco preferimos não correr. Os seguranças que acompanham o grupo durante estadia no local são apenas três, considerando um grupo de 30 pessoas que viajam. Muitas das nossas exigências foram motivadas por experiência que tivemos com produtores que tinham como prioridade a redução de custos, sem preocupar com o que é melhor para o público. Ou seja, escolhiam empresas menos estruturadas que não ofereciam o melhor som ou um palco seguro. Em 10 anos de estrada já passamos por muitas situações e cada exigência que fazemos hoje visa reduzir os riscos de problemas. É nesse intuito que exigimos os mesmos fornecedores de palco, som e luz, sendo um meio de garantir a qualidade devida para aqueles que pagaram por um ingresso e esperam participar de um culto semelhante ao que se assistiu nos DVDs e manter o mesmo padrão para as ministrações do DT em qualquer lugar do país.
3) Negociação com os fornecedores
Não nos envolvemos com os valores e orçamentos dos fornecedores, pois ele varia de acordo com o espaço, público, cidade e demais configurações. Não acompanhamos isso. Cabe ao produtor negociar o melhor preço, formas de pagamento, etc. com os dois fornecedores que indicamos. Não entramos em discussão sobre os valores. Isso é uma discussão particular entre as partes.
4) Comportamento das empresas exigidas
Os fornecedores são contratados para realizar um serviço. Não há nenhuma interferência deles na decisão do Diante do Trono em ministrar ou não. Toda relação comercial estabelecida entre a produção e as empresas, é estritamente limitada a elas. Não entramos nisso e nem cabe a nós interferir, como também não há influência de terceiros na nossa decisão de ir ou não a algum lugar.
5) Cancelamento da vinda do DT
O Diante do Trono é composto por voluntários. As pessoas que integram o ministério são militares, professores, profissionais, entre outros. Nos dez dias que antecederam a viagem a Joinville solicitamos aos organizadores que nos encaminhassem as passagens, como é de praxe. Diversas vezes ouvimos da organização que elas já estavam sendo pagas e que chegariam a nós em breve, o que nunca aconteceu. Ao informar aos integrantes à agenda, precisamos comunicar também o horário do vôo, para que cada um possa negociar com seus superiores em seus empregos a devida liberação para se juntar ao grupo. Como até sexta-feira não recebemos as passagens (considerando que deveríamos pegar um avião na sexta à noite), não havia mais tempo hábil para viajarmos. Os acontecimentos com as empresas que estavam fornecendo a infra-estrutura, só agravaram um quadro que já estava se formando há dias. Na tentativa de honrar o evento prorrogamos prazos, tentamos conversar e resolver toda situação. Mas nada disso foi suficiente e resultou na inviabilidade da nossa ida.
6) A parte mais suspeita de tudo
Como já citamos anteriormente, não nos envolvemos nas relações comerciais entre fornecedores e organizadores. As formas de garantia para que o pagamento seja feito não cabe a nós e nem é do nosso interesse. Os contatos feitos pelos fornecedores com a nossa equipe em BH foram para nos informar as dificuldades prevendo que talvez o evento não acontecesse, uma vez que eles desmontariam a estrutura. Vale ressaltar mais uma vez que não houve nenhuma palavra do Diante do Trono nessa relação que os influenciasse e vice-versa.
7) Como foi a conversa com Ana Paula Valadão
Conforme já foi exposto aqui diversas vezes, a Ana Paula Valadão não sabe os valores cobrados pelos nossos parceiros. Não porque ela não queria ou não se interesse, mas porque isso não cabe a ninguém do Ministério. Nem a ela, nem a outra pessoa. Não acompanhamos essas negociações. O que inviabilizou de fato a nossa presença foi a seqüência de inverdades e a falta do envio das passagens aéreas. Realmente não temos como arcar com essas despesas que são propostas pelos organizadores de qualquer evento, principalmente nos que são cobrados. Para fazer uma reserva não é necessário fazer um pagamento, não gera bilhetes e não permite ninguém a voar. Havia reservas, mas não havia bilhetes emitidos. O Torquato só realmente se prontificou a entregar as passagens quando viu que o evento já estava cancelado, e nessa ocasião o tempo já não era suficiente para que os integrantes se reorganizassem a ir. O Júnior do DT só conseguiu entrar em contato com ele as 19:30 da sexta feira. A essa hora o grupo já deveria ter saído de Belo Horizonte.
8) Mais uma vez nas mãos dos fornecedores do DT
Novamente reiteramos: as relações entre os fornecedores e os organizadores não cabe a nós intermediar. Segundo o Alessandro (da empresa de iluminação) o valor devido superava os R$20.000,00 e sem receber o pagamento previamente combinado, estava no seu direito não oferecer o serviço. Desde os primeiros contatos para realizar uma ministração esses pontos são abordados para que o organizador avalie a real viabilidade do evento. Desencorajamos pessoas que não tenham condições de arcar com as responsabilidades, compromissos, que não têm equipe especializada e demais fatores a realizarem um evento desse porte. Certamente o maior prejudicado é o público que não tem nada a ver com todos os problemas.
9) Manhã de sexta-feira
Depois de todas as conversas e tentativas frustradas de recebermos as passagens aéreas, na quinta-feira, não foi dada esperança de que o grupo viajasse mais. Já havia sido exposta a inviabilidade para que o evento acontecesse com a nossa participação. Após conversar com o Torquato, a Ana Paula contatou o Sérgio Gomes para se inteirar dos fatos ocorridos para dar um parecer e uma resposta. Ao tomar conhecimento das atitudes do Torquato conosco e também com os outros ministérios, ela concordou em cancelar com muito pesar. Imediatamente informamos em nosso site que não compareceríamos.
10) E os outros ministérios?
Cremos que cabe a cada um responder a esse ponto. Porém uma coisa salta aos olhos e evidencia as falhas da equipe organizadora. O Torquato escreve que mesmo sabendo da impossibilidade de honrar aos cheques depositados, ele o fez. Cheque sem fundo? Isso é crime. Ainda mais na tentativa de “acalmar” e ganhar mais tempo. Lamentável…
11) Tentativa e negociações
Foi colocado pelo Torquato que na maioria desses eventos, com esse perfil, o público adquire os ingressos somente no dia. Entretanto, se ele se propôs a realizar um grande evento com diversos ministérios e empresas envolvidas, ele deveria se preparar para arcar com todas as despesas anteriormente, recuperando o investimento com a bilheteria do dia. Todos os custos já existiam previamente e cabe a qualquer produtor se antecipar fazendo um planejamento. E se o evento não tivesse público e não vendesse todos os ingressos? Ele não pagaria aos fornecedores?
12 e 13) Na a reta final – Por que não continuar sem o DT?
Realmente a nossa maior preocupação são as vidas, tanto que buscamos nos cercar de todas as formas para que não haja situações como essa que prejudicam a todos. Ninguém é glorificado com mentiras, com cancelamentos, com cheques sem fundo. Uma prova disso é que é a primeira vez que algo semelhante acontece em dez anos! Outro fato que comprova o nosso maior interesse é que sempre privilegiamos ministrações em eventos abertos, sem cobrança de ingresso. E quando há ingressos, só há participação nos lucros quando eles acontecem, após todas as despesas terem sido pagas. Não podemos julgar a não participação dos outros ministérios sem a presença do Diante do Trono. O fato da Pra. Ludmila usar a mesma frase que colocamos em nosso site só comprova que ela enfrentou os mesmos problemas que o Diante do Trono.
14 e 15) O Torquato fugiu com o dinheiro! – Os comentários ao meu respeito
Não temos nada a comentar sobre isso porque essa não foi uma afirmação nossa em momento algum. Nem tecemos qualquer comentário a esse respeito para justamente não ofender e nem expor qualquer pessoa, ainda que tivéssemos esse direito.
16 e 17) Em relação aos irmãos na fé – E agora?
Nos entristecemos com o desfecho dessa história. É uma pena ver o que aconteceu e a forma como está sendo conduzida. Cremos que Deus pode transformar toda maldição em benção. Realmente a Igreja enfrenta problemas com a falta de unidade, e isso precisa ser mudado. Que sejamos instrumentos nas mãos do Senhor para que a história mude. Que sejamos responsáveis como o nome de Cristo, pelo qual somos chamados cristãos. Realmente muitas vezes o mundo secular é mais unido e tem mais credibilidade do que os cristãos. Isso é lamentável, entretanto cada novo problema e escândalo fomentam essa imagem e realidade. Mas é preciso acreditar que Deus tem o poder de transformar o nosso caráter e nos moldar para sermos “Sua imagem e semelhança”. Foi esse o propósito para o qual fomos criados e a nossa intenção deve ser nos aperfeiçoarmos, sempre. Lamentamos também pelas pessoas que comparam ingressos e pela situação na qual o Torquato Maia se encontra. As nossas orações são para que tudo se resolva o quanto antes, que o Senhor tenha misericórdia de todos nós e que apesar de todas as falhas o Seu nome continue a ser entronizado em nossa nação.
Ministério de Louvor Diante do Trono


CONCORDO COM O DIANTE DO TRONO. FICO TRISTE PELO FIM DO CASO…